
Fundação: 1953
Altitude: 1.052 m
População: 10.562 habitantes
Área Total: 1.047,7 km²
Dens. Demográfica: 10,08 hab/km²
CEP: 72940-000
Em meados do século XIX, teve início o povoamento do município, por pioneiros oriundos de Corumbá de Goiás e Minas Gerais, que atraídos pelas terras férteis da margens do rio Capivari e córrego Caruru ali se instalaram, dedicando-se às atividades agrícolas e pastoril.
Deve-se a D. Emerenciana a realização anual de "rezas", iniciadas em 1874, e que a princípio eram "tiradas" em uma capelinha de palha, atraindo para o local grandes romarias, a 15 de agosto dia de Nossa Senhora D'Abadia. Atribui-se também a ela, a construção da primeira moradia no povoado.
Dada ainda a sua grande influencia, em 17 de agosto de 1895 após a realização da romaria, foi o terreno da povoação doado ao patrimônio de Nossa Senhora D'Abadia, pelos srs. João José de Maia, Manoel Gomes Ferreira e Joaquim de Sousa Cordeiro, em presença do Padre Francisco Xavier da Silva, Pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Corumbá de Goiás. Decorrente dessa doação de terras e da sua posse por parte dos primeiros moradores, passou o povoado a denominar-se Posse D'Abadia.

Em 31 de dezembro de 1943, o então povoado de Posse foi elevado a categoria de distrito, já com a denominação de Abadiânia, pela exposição de motivos do Decreto-Lei Estadual nº 8.305, sendo estabelecido oficialmente a 02 de janeiro de 1944.
Elevado a categoria de município em 20 de outubro de 1953, pelo Decreto-Lei Estadual nº 934.
Pela sua localização inicial num sítio que não propiciava condições para sua extensão urbana, dificultando-lhe o acesso às rodovias que ligavam o município aos grandes centros, em agosto de 1960 pelas Leis Municipais nºs 11 e 13, ficou decidido que seriam desapropriados 25 alqueires de terra às margens da rodovia Anápolis-Brasília transferindo-se a nova sede para o outro centro geográfico do município.
Em 12 de setembro de 1963 pela Lei Municipal nº 67, a então sede do município fios e categoria de distrito com a denominação anterior de Posse D'Abadia, e a 15 do referido mês é criada a nova sede.
Distando da antiga sede 18 Km, a instalação de Abadiânia se fez a partir das margens da BR 060, contando atualmente com o povoamento de Planalmira e Três Veredas.
Abadiânia localiza-se no Estado de Goiás a 15º a 17º latitude sul e 49º oeste-Gr, numa altitude média de 1.000 metros.
O município ocupa atualmente uma área de 1.049 km², limitando-se ao norte com Corumbá de Goiás e Alexânia, a leste com Alexânia, ao sul com Silvânia e a oeste com Anápolis e Pirenópolis.
È precária a infra estrutura existente no município, o que explica o vínculo de dependência mantido com outros centros mais desenvolvidos, mais acentuadamente com Anápolis e Goiânia. A proximidade de Anápolis de digo de Abadiânia com estes grandes centros é considerado por alguns como "fator de entrave ao desenvolvimento", por que cria elevado grau de dependência ao mesmo tempo que passa a beneficiar o núcleo de maior poder de atração.
No entanto, mesmo sem dispor de equipamentos urbanos necessários ao atendimento da população, sede do município tem-se, expandido aleatoriamente dando o surgimento de lotes residenciais em diferentes zonas da periferia da cidade.
A área do município apresenta uma topografia relativamente uniforme, com cotas altimétricas que variam entre 800 a 1.000 m, aproximadamente. Corresponde a uma área de chapada, onde as superfícies mais altas apresentam-se aplainadas, ocorrendo no extremo norte a sudoeste parte central da área.
Os vales apresentam-se pouco encaixados, podendo-se destacar dentre eles o vale do rio Capivari que é o mais extenso deles e possui a direção oeste-leste.
Quanto a constituição geológica predominam terrenos do Pré-Cambiano (mais antigo), que apresentam diferenciações quando a idade e combinação de tipo de rocha. Em função do tipo de rocha tem-se área mais erodidas, como é o caso de estremo leste onde há concorrência de felito (rocha de alteração mais acelerada).
Em forma de mancha, bem ao centro da área ocorre o Terciário que já constituem terrenos mais recentes.
Os Latossolos ocorrem no sudeste e sudoeste do município, às margens da BRs. 414 a 060, nos limites com Anápolis e nas proximidades do rio Capivari, como no perímetro urbano da sede municipal ocorrem os latossolos do tipo vermelho-amarelo e na área limítrofe com Silvânia ocorrem os vermelhos-escuros.
Os Cambissolos ocorrem em toda a área restante, nos trechos onde a topografia apresenta declínios mais acentuados.
O cerrado constitui a vegetação predominante em toda a extensão do município. Apresenta-se com sua fisionomia típica onde observa-se os três extratos: arbóreo, herbáceo e arbustivo.
Ocupando áreas mais encontram-se ainda na área as matas, geralmente ao logo dos outros d'agua e o campo sujo e limpo em forma de mancha.
Com base no Censo Demográfico de 1970 e resultados preliminares da contagem de domicílios para o Censo Demográfico de 198, da fundação IBGE, estimou-se a população do município para o período de 1971-1979.
Como os demais municípios da periferia do Distrito Federal, Abadiânia sofreu influencia na composição, com a implantação de Brasília. A população do município que era de 5.931 habitantes, passou para 8.436, no ano de 1960. O crescimento apresentado foi de aproximadamente 42,2% no período (1950-1960) ou seja 3,61 ao ano.
A população rural que, em 1950 representava 91,2% da população total passou a representar 91,6% em 1.960 e em conseqüência, a população urbana aumentou sua participação na composição da população urbana aumentou sua participação na composição da população total, do município (em 1.950 participava com 8,8%, passando para 9,07% em 1960). Tal comportamento pelo ser refletido ou seja reflexo do fluxo migrativo rural/urbano verificando em todo Brasil em igual período (1.950/1960).
A partir de 1970, as estimativas apontam um crescimento populacional, taxas médias de 5,9% ao ano, O crescimento populacional urbano processou elevadas taxas de 7,3% ao ano e o rural ocorreu a taxa anual inferior à urbana 5,5%.
A drenagem encontra-se dispersa em fase de entrosamento, denotando uma fase natural no processo de esculturação de paisagem.
Predomina na região o clima tropical de savana do tipo AW conforme classificação de Koppen, com chuvas concentradas no verão (outubro-abril) e a estação seca no inverno (maio-setembro).
No período chuvoso as máximas de precipitação ocorrem em dezembro e as mínimas em abril, estando o total anual em torno de 1800 mm. Neste período os meses de setembro e outubro são considerados os mais quentes, com medias entre 25º a 23º C.
No inverno as mínimas de temperaturas ocorrem nos meses de junho e julho com médias a 18º C.
Toda parte de drenagem do município faz parte da bacia do rio Paranaíba, principal formador da bacia do Paraná. Dentre os cursos d'água pode-se destacar o rio das Antes, o rio Capivari e o rio Corumbá. Todos possuem a direção oeste/leste. O rio das Antas nasce a sudeste de Anápolis, tornando-se limite natural entre os municípios e Abadiânia e Silvânia, indo desaguar no rio Corumbá pela sua margem direita. O rio Capivari, tem sua cabeceira a oeste do município de Abadiânia, constituindo no seu curso superior limite natural entre o município de Abadiânia e Pirinópolis, indo desaguar no rio Corumbá. O rio Corumbá nasce do município de Corumbá de Goiás e constitui limite entre os municípios de Abadiânia e Alexânia.
Os tipos de solos que ocorrem no município estão incluídos nos grupos dos Latossolos e Cambissolos.
Os Latossolos são solos pouco susceptíveis à erosão, minerais muito profundos apresentando horizonte A, B, C, textura argilosa e extremamente ácidos. Para aproveitamento agrícola, requerem correção.
Os Cambissolos são solos pouco desenvolvidos, rasos, com presença de minerais primários. Textura argilosa ou média e sujeita à erosão. Não favoráveis ao aproveitamento agrícola.
Tu nasceste de um sopro de Deus és a senhora
Teu olhar maternal nos conduz.
Quero cantar-te
Expressão dos pensamentos meus
Elevar-te bem alto para alegria dos filhos teus.
Tem beleza mocidade
No planalto é a mais pequenina
No futuro serás grande, pois ainda é cidade menina.


Colaboração: Luis Emilio
